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A Renata Brunetti e eu estamos começando um blog para a consultoria que ela coordena, a Atuação Social (www.atuacaosocial.com.br). Hoje, ao matutarmos sobre o blog, recebi o seu email com o texto acima. Veja o que estávamos escrevendo:
"Em palestra no Hotel Transamérica, esta semana, o economista de Bangladesh, prêmio Nobel da Paz 2006, Mohamed Yunus, deu a entender que a crise atual, antes de ser econômica, é uma crise "existencial" do sistema. O que quer dizer isso? Que o capitalismo contemporâneo bebeu do próprio veneno: pensado pela ser posto em movimento antes de tudo pela ganância, assiste à estupidez dessa própria ganância criar a maior crise da história do capitalismo.
Sintoma evidente da dimensão não apenas da crise econômica, mas da crise de todo um sistema, todos os valores e toda uma era, é a possibilidade de falência da General Motors. O Taylorismo afirmou-se por meio do Fordismo (taylorismo + fordismo = americanismo), e a indústria automobilística tornou-se não apenas o modelo da linha de montagem, mas o motor do desenvolvimento -- vide o exemplo do desenvolvimentismo de JK no Brasil, todo fundado sobre a indústria automobilística. Durante o século XX. a indústria automobilística e o modelo fordista foram o carro chefe do elogio do modelo capitalista: produção em massa = acessibilidade dos produtos = consumo = lucro = emprego.
Assim, com a derrocada da indústria automobilística e dos banos, fica claro que é toda uma era, uma modo de pensar o desenvolvimento econômico, a produção, o uso da energia, os valores, as riquezas e o modelo de trabalho que se esgotam, ao mesmo tempo em que a adoração do mercado financeiro -- o dinheiro como fim, e não como meio; o dinheiro como uma realidade em si --, aparece nitidamenente como uma última possibilidade de alienação do real no simbólico, essa loucura tipicamente ocidental. "
Que coisa, hein? :-)
Abraços Renata e Sérgio
É claro que existe a possibilidade do modelo se repetir, apenasa com novos protagonistas, mas tendo vista o que você mesmo descreveu, acredito que é mais natural que surja um modelo diferente.
Essa idéia exposta em seu blog, tem muita ver com empreendedorismo, coisa que não há qualquer resquício em qualquer governo. Assim, essa solução ousada e de enfrentamento a poderosos combina muito mais com uma startup (como a Microsoft ao enfrentar a IBM) do que ao governo americano ir enfrentar o status quo e os banqueiros.
Mas a solução é muito legal, mas não-implementável
Infelizmente para eles, isso vai acontecer, por bem ou por mal, mais cedo ou mais tarde. Por enquanto ainda poderemos observar dinossauros moribundos cambaleando por Wall Street.