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Aprendendo Empreendendo: Proposta inovadora

  • sergio basbaum · 1 year ago
    Isso é muito interessante. O que eles estão propondo é assim: vamos desistir desse modelo e começar outro!

    A Renata Brunetti e eu estamos começando um blog para a consultoria que ela coordena, a Atuação Social (www.atuacaosocial.com.br). Hoje, ao matutarmos sobre o blog, recebi o seu email com o texto acima. Veja o que estávamos escrevendo:

    "Em palestra no Hotel Transamérica, esta semana, o economista de Bangladesh, prêmio Nobel da Paz 2006, Mohamed Yunus, deu a entender que a crise atual, antes de ser econômica, é uma crise "existencial" do sistema. O que quer dizer isso? Que o capitalismo contemporâneo bebeu do próprio veneno: pensado pela ser posto em movimento antes de tudo pela ganância, assiste à estupidez dessa própria ganância criar a maior crise da história do capitalismo.



    Sintoma evidente da dimensão não apenas da crise econômica, mas da crise de todo um sistema, todos os valores e toda uma era, é a possibilidade de falência da General Motors. O Taylorismo afirmou-se por meio do Fordismo (taylorismo + fordismo = americanismo), e a indústria automobilística tornou-se não apenas o modelo da linha de montagem, mas o motor do desenvolvimento -- vide o exemplo do desenvolvimentismo de JK no Brasil, todo fundado sobre a indústria automobilística. Durante o século XX. a indústria automobilística e o modelo fordista foram o carro chefe do elogio do modelo capitalista: produção em massa = acessibilidade dos produtos = consumo = lucro = emprego.



    Assim, com a derrocada da indústria automobilística e dos banos, fica claro que é toda uma era, uma modo de pensar o desenvolvimento econômico, a produção, o uso da energia, os valores, as riquezas e o modelo de trabalho que se esgotam, ao mesmo tempo em que a adoração do mercado financeiro -- o dinheiro como fim, e não como meio; o dinheiro como uma realidade em si --, aparece nitidamenente como uma última possibilidade de alienação do real no simbólico, essa loucura tipicamente ocidental. "

    Que coisa, hein? :-)

    Abraços Renata e Sérgio
  • dsheise · 1 year ago
    Pois é Sérgio, o que me atrai nessa proposta é poder abrir o espaço para o novo surgir sem o ranso do modelo atual.
    É claro que existe a possibilidade do modelo se repetir, apenasa com novos protagonistas, mas tendo vista o que você mesmo descreveu, acredito que é mais natural que surja um modelo diferente.
  • Diego Monteiro · 1 year ago
    Acredito que o problema básico de todas as estratégias governamentais é que não leva em conta sua implementação. Que passa pelos "interesses" dos envolvidos (líderes do governo).

    Essa idéia exposta em seu blog, tem muita ver com empreendedorismo, coisa que não há qualquer resquício em qualquer governo. Assim, essa solução ousada e de enfrentamento a poderosos combina muito mais com uma startup (como a Microsoft ao enfrentar a IBM) do que ao governo americano ir enfrentar o status quo e os banqueiros.

    Mas a solução é muito legal, mas não-implementável
  • dsheise · 1 year ago
    A implementação está bem descrita no paper original (link no post), mas concordo que o lobby dos banqueiros (o Próprio Paulson era CEO da Goldman Sachs) é uma barreira intransponível nesse momento.
    Infelizmente para eles, isso vai acontecer, por bem ou por mal, mais cedo ou mais tarde. Por enquanto ainda poderemos observar dinossauros moribundos cambaleando por Wall Street.